Rails e a bala de prata

agosto 21st, 2009 § 0

Estou quase acabando de ler o livro “The Mythical Man-Month”, aquele que todo líder deveria ler antes de meter os pés pelas mão em projetos de software. O que achei mais interessante não é tanto o fato dele derrubar o “senso-comum” de que um projeto pode terminar mais cedo simplesmente adicionando mais pessoas (isso vai pro próximo post), mas o fato dele enfatizar que não existem balas de prata, ou seja, não existirá nada que faça a construção de software ganhar um incremento gigantesco de produtividade. Inclua aí as IDEs, a orientação a objetos ou o desenvolvimento visual.

Incrivelmente, os caras da nossa área sentem-se como alquimistas, na busca pela tranformação do ferro em ouro. Rails, por exemplo, é ainda visto pelos noobs como um framework que iria trazer incríveis ganhos de produtividade em relação ao Java. Mas quando o cara começa a “pegar mais” nos estudos, percebe uma coisa incômoda: o framework não traz tanto ganho assim! Só-que não traz mesmo! Software é complexo de se fazer, porque você ainda terá de lidar com espectativas de usuários, com facilidade de uso e com facilidade de manutenção, independentemente de qual linguagem utilizada. (Se bobear, talvez seja esse o motivo da adoção de Rails ser fraca: não é produtivo o bastante.)

Mas ignorar Rails por não ser bala de prata é imbecil demais! É a opção, esquisita, das pessoas que só irão sair da zona de conforto quando a verdadeira bala de prata for apresentada diante de seus olhos. Porém, a solução mágica não existe, né? Meu, Rails é mais produtivo, um pouquinho só, e não é em todas as determinadas situações. Ainda assim, vale a pena aprender, pois a proporção entre legais/idiotas é alto entre os “railers”, ao contŕario dos javeiros. E sua cultura de testes é de invejar qualquer um.

Se ainda não conhece, vai atrás e aprenda. Não deixe o conforto pela espera da solução mágica tomar conta de você.

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